O História Mundi é um blog voltado para a divulgação de temas e assuntos relacionados ao conhecimento histórico atuando também como um facilitador da leitura e da pesquisa dentro das ciências humanas.
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2020
Feliz Ano Novo!
quinta-feira, 24 de dezembro de 2020
Anúncio Antigo 76: recrutamento para a Segunda Guerra Mundial
Pode ser lido no material: "Para que cada pessoa adore Deus à sua maneira!" Bem, aqui não havia muito espaço para os incrédulos, agnósticos e ateus. Em relação aos judeus destacava-se que os mesmos seriam bem recebidos na Forças Armadas, sem qualquer preconceito (na verdade, mesmo nos Estados Unidos havia) pois, naquele momento, muitos refugiados do domínio nazista na Europa viram na América (do Norte, Central e do Sul) um lugar onde pudessem viver e seguir as suas convicções religiosas. Para os estadunidenses era importante destacar que no American Way of Life (modo americano de viver) havia tolerância e respeito às religiões, mas não tanto às ideias políticas e ideológicas, sobretudo em relação aos socialistas e comunistas depois de encerrado o conflito. Mas isso, já é uma outra história.
O Anúncio Antigo acima foi publicado no livro The Pictorial History of World War II de autoria de Charles Messenger, da editora estadunidense JG Press (mas, impresso na China) de 1997. Este que vos escreve adquiriu o livro no Museu da Aeronáutica e Espaço de Washington, quando visitou a capital dos Estados Unidos em 1998.
domingo, 13 de dezembro de 2020
Editorial: Censura ao blog História Múndi
quinta-feira, 10 de dezembro de 2020
Imagens Históricas 53: Faça como a Marilyn Monroe, use máscara!
Um dos ícones do cinema, a atriz Marilyn Monroe (1926-1962), nascida Norma Jeane Mortenson, usando uma máscara muito semelhante à que estamos utilizando nos dias de hoje para prevenir a covid-19. Infelizmente não temos informações mais precisas sobre a foto e nem mesmo sabemos tratar-se de uma montagem ou não. Se for, está muito bem feita. De qualquer forma, a imagem de Marilyn pertence ao período áureo da atriz, em meados da década de 1950. Isso é para lembrar que no dia de ontem, 9 de dezembro de 2020, mais de três mil estadunidenses morreram vítimas dessa temível doença. Um número superior aos atentados ocorridos no dia 11 de setembro de 2001. Infelizmente, a ciência ainda não tem como saber se um indivíduo sofrerá os efeitos de uma simples gripe ou se poderá perder a vida ao contrair esse vírus.
Vivemos o pior momento dessa pandemia (uma epidemia em escala global) e por isso, deixamos aqui as recomendações fundamentais: higienize o seu corpo, sobretudo as mãos; use máscara fora de seu ambiente domiciliar e saia de casa apenas se for necessário. São procedimentos simples, mas que muitas pessoas despreocupadas ou desinformadas desprezam.
Para alívio mundial, as vacinas estão chegando, mas até lá todo cuidado é pouco...
Crédito da imagem:
https://www.facebook.com/B-Movie-Mania-328512880516145
quarta-feira, 25 de novembro de 2020
sábado, 7 de novembro de 2020
Editorial: a eleição de Joe Biden
Joe Biden (foto acima), do Partido Democrata, foi eleito o 46º presidente dos Estados Unidos da América. A sua vitória deve ser vista como positiva no sentido de trazer um ambiente mais favorável ao pensamento progressista (voltado aos avanços sociais e culturais) e contrário às teses ultradireitistas, muitas das quais beiram até mesmo ao fascismo. Contudo, vamos diretamente ao aspecto que nos diz respeito, ou seja, à América Latina, onde o nosso país está incluído. Não se vislumbram mudanças substanciais a curto ou médio prazos nas relações estadunidenses com essa parcela importante do continente americano. Devemos recordar ao caro leitor, que o imperialismo ianque é o mais atuante do planeta e as intervenções militares em várias regiões do mundo comprovam isso. O atual presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, é um servidor fiel dos interesses de Washington, independentemente de quem ocupe a chefia da Casa Branca. Por outro lado, o declínio econômico e geopolítico dos Estados Unidos está escancarado diante das crescentes rivalidades com a Rússia e a China. Além disso, o país sai das eleições profundamente dividido e carregado com as sombras do passado, dos tempos da Guerra de Secessão (1861-1865). As desigualdades sociais aumentaram, a juventude está longe do antigo "sonho americano" e sem perspectiva de futuro com o desemprego crescente, tudo isso diante da ascensão da China como potência industrial e grande rival no campo econômico. Ainda acrescentamos o ressurgimento da violência contra a população afrodescendente e a crise gerada pela pandemia da covid-19, que agravam um quadro social que, por si só, já era preocupante.
Exatamente por isso, os Estados Unidos tentam recuperar a sua influência no seu antigo quintal latino-americano e nós continuamos atrelados a essa mesma influência. Se a eleição do democrata Joe Biden e a derrota do republicano Donald Trump prejudicam Bolsonaro a ponto de inviabilizar a sua reeleição em 2022, só o tempo poderá esclarecer. Lembremos que estamos próximos das eleições municipais e o resultado das mesmas também podem influenciar num futuro cenário de corrida presidencial. De qualquer forma, o Brasil precisa se posicionar de modo independente no cenário mundial, aproveitar melhor a transição do eixo econômico do oeste para o leste e rearticular-se com o bloco dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), saindo do alinhamento automático com os Estados Unidos, que não tem sido benéfico ao país. Internamente, dar atenção à desigualdade social, às parcelas da sociedade desfavorecidas e não apenas conceder privilégios aos que já são privilegiados. Tais demandas exigirão mobilizações políticas e uma atenção maior dos partidos de esquerda, os quais deveriam ser os mais receptivos às grandes transformações, para a construção de uma nação verdadeiramente livre e justa, algo do qual estamos muito longe. A eleição de Biden, de modo algum, atenua a necessidade da realização de uma série de tarefas, para que o Brasil saia, em definitivo, de sua condição de nação subalterna...
Crédito da imagem: CNN Brasil.




