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quinta-feira, 10 de novembro de 2022

18ª Exposição de Intercâmbio Nipo-Brasileiro 2022



Com enorme alegria convido a todos os leitores (as) do blog História Mundi a verem a 18ª Exposição de Intercâmbio Nipo-Brasileiro que foi aberta ao público no último dia 7 de novembro. A mesma está sendo realizada no Consulado Geral do Japão em São Paulo e, em função da pandemia da covid-19, ocorrerá de forma híbrida, com obras expostas presencialmente e virtualmente. Neste último formato ela poderá ser vista pelo período de até um ano a contar da data da abertura. 

Ao todo, temos a participação de 40 artistas dos mais variados estilos e escolas. A mostra se fundamenta, portanto, na diversidade dos trabalhos apresentados, com predominância do figurativo. 

Este que vos escreve conta com dois desenhos na presente exposição: Autorretrato na Pandemia e Pensamento (imagem acima). Este último é resultado direto das sessões de modelo vivo da Associação Paulista de Belas Artes (APBA), a qual por sinal, completa agora 80 anos de existência.

Deixo uma agradecimento especial ao professor e artista plástico Eiji Yajima (o qual também participa da mostra) pelo convite e aos demais membros da Comissão de Arte, professor Masahiko Kato e e professora Elza Oda pela aceitação dos meus trabalhos e ao Presidente da Comissão de Exposição e Artes Marcos Ryo Hashimoto, responsável pela organização e à Gifu Kenjinkai do Brasil por promover o evento. 

Para ver:

18ª Exposição de Intercâmbio Nipo-Brasileiro

De 7 a 18 de novembro de 2022 (visita presencial)

Consulado Geral do Japão em São Paulo

Avenida Paulista 854, 2º andar, São Paulo (SP)

Visita virtual:

https://gifukenjinkai.org.br/18expo/


domingo, 30 de outubro de 2022

Lula eleito presidente!




Luis Inácio Lula da Silva é eleito, pela terceira vez, presidente do Brasil. É preciso reconstruir esta nação...

Crédito da imagem: Paulo Andreetto de Muzio

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Drops de Arte: Maria do Carmo, a Carminha




A empregada doméstica e cozinheira Maria do Carmo, a Carminha, aparece na foto acima, extraida de sua carteira profissional, no ano de 1940. No início de 1942, trabalhando no Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca, numa pensão, Carminha conheceu o motorneiro (condutor de bondes) João, que residia na favela Barreira do Vasco. Dessa relação veio uma gravidez, a qual João resistiu em assumir. Mesmo assim, Maria do Carmo foi morar com o recém-nascido na favela junto à família do companheiro, até receber a visita da sua ex-patroa dona Augusta, proprietária da pensão na Tijuca. Impressionada com as péssimas condições de vida do menino, com pouco mais de 1 ano de vida, Augusta sugeriu que Maria do Carmo retornasse ao seu antigo emprego. No entanto, Carminha havia contraido tuberculose e temendo contagiar o filho, concordou em entrega-lo aos cuidados de Augusta e retornou à sua cidade de origem, Juiz de Fora (MG), onde veio a falecer em 1944, com apenas 26 anos de idade. O menino viveu um tempo com a avó materna, Maria Antonia, a qual, sem condições de criar o neto, que chegou a passar fome, aceitou o pedido de adoção feito por Lília Silva Campos, filha de Augusta. O garoto acabou sendo criado pela família, que se fixou na cidade de Três Pontas (MG). Exatamente neste dia em que esta postagem está indo ao ar, ele completa 80 anos de vida. O seu nome é Milton Nascimento...

Crédito da imagem: UOL

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

Imagens Históricas 58: o escritor Mário de Andrade



No mês de outubro lembramos o tradicional Dia da Criança. Em outros tempos, os pequenos aguardavam com ansiedade a chegada dessa época, sobretudo em São Paulo, quando a semana era marcada pela realização do Salão da Criança, no Ibirapuera. Esse evento já foi tema da nossa sessão Anúncio Antigo. Mas, hoje, vamos lembrar de uma criança que se tornou uma personalidade fundamental para as nossas artes e letras, o escritor Mário de Andrade (1893-1945). O seu nome está associado à Semana de Arte Moderna de 1922, que completa o seu centenário neste corrente ano. 

A Casa Mário de Andrade, museu localizado na antiga residência do escritor, divulgou uma foto (acima) mostrando o personagem em 1897, com apenas 4 anos de idade. Com cabelos compridos e aparentemente trajando um vestido. Não temos maiores informações das circunstâncias em que a foto foi tirada. Contudo, é interessante observar a existência de uma antiga prática nas camadas médias da sociedade, que incluia o período da Era Vitoriana (segunda metade do século XIX, no reinado da rainha Vitória da Inglaterra), de vestir os meninos com saias ou roupas as quais, vistas aos olhos de hoje, seriam mais adequadas às meninas. Na verdade, essa distinção entre roupas de meninos e de meninas ainda não existia. O Museu de Arte de São Paulo tem um retrato dos futuros reis da França Luís XVI e Luís XVIII, ainda crianças, portando roupas que poderiam ser consideradas femininas. Ao que parece, esse hábito tinha razões práticas, por facilitar o manuseio das roupas por parte da criança, ainda muito pequena, como por exemplo, quando ia ao banheiro. Para fazer as necessidades bastava levantar a saia. Tal prática acompanhava o processo de amadurecimento do menino e se estendia até os 6 ou 7 anos, quando a criança já teria uma habilidade suficiente para o manuseio das calças e suas abotoaduras um tanto quanto complexas. 

De um modo ou de outro, fica aqui o registro desse importante nome da nossa cultura e uma lembrança às nossas crianças nessa semana dedicada a elas...

Crédito da imagem:

Casa Mario de Andrade 

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Imagens Históricas 57: Jô Soares e Charlton Heston

 


O mundo artístico e cultural perdeu hoje a figura de José Eugenio Soares, mais conhecido como Jô Soares, falecido aos 84 anos de idade. Poucos irão lembrar, mas quando começou a sua carreira nos filmes de chanchada na segunda metade da década de 1950, ao lado de Oscarito, Ankito e Grande Otelo, o seu nome aparecia creditado como "Joe" Soares. Na televisão se consagrou em programas humorísticos que marcaram época, como Praça da Alegria; Família Trapo; Faça Humor, Não Faça Guerra; Satiricom; Planeta dos Homens; Viva o Gordo e nas últimas três décadas no seu famoso programa de entrevistas. Políticos, personalidades do meio artístico e cultural passaram pela sala de estar do Jô. A propósito, vários astros de Hollywood estiveram entre os mais de 15 mil entrevistados e podemos lembrar de alguns, Anthony Quinn, Jack Palance, Leonard Nimoy, George Takey, Priscila Presley, Jaqueline Bisset, Jean-Claude Van Damme entre outros. Contudo, na Imagem Histórica que apresentamos hoje (foto acima) temos a figura do ator Charlton Heston (1923-2008), que não foi entrevistado por Jô Soares, mas que esteve no Brasil em 1978 para promover o lançamento do filme "SOS, Submarino Nuclear". Na estada no Rio de Janeiro, o ator estadunidense (vencedor do Oscar em 1960, por seu papel no épico Ben-Hur) foi recepcionado pelo cast da Rede Globo e lá estava o Jô, que na foto acima aparece cumprimentando a esposa de Heston, Lydia Clarke. 

Outro conhecido nome que esteve no evento foi o grande ator José Lewgoy (1920-2003), cujo registro da sua presença chegou até nós (na foto acima, Lewgoy cumprimenta Heston). 

Ao que parece, o evento não foi muito documentado. Apenas algumas poucas fotos restaram e chegaram até nós, muito provavelmente por meio do jornal O Globo, de propriedade do jornalista Roberto Marinho, que também comandava a conhecida emissora de televisão (na foto acima, no mesmo coquetel, vemos as atrizes Neuza Maral e Lea Garcia). Fica aqui o registro, como uma pequena homenagem ao grande mestre do humor, pois mesmo como entrevistador, as suas pitadas de ironia rendiam muitas e muitas risadas. Aliás, Jô Soares não deixa herdeiros nesse quesito, dentro de um ambiente de profunda pobreza artística e cultural que, infelizmente, atravessamos...

Crédito das imagens: jornal O Globo. 

domingo, 19 de junho de 2022

Drops de Arte: Alfredo Volpi

 


Alfredo Volpi (1896-1988) foi um artista plástico de origem italiana e radicado no Brasil, muito associado ao Grupo Santa Helena, que reuniu vários outros artistas da capital paulista inspirados no modernismo, nas décadas de 1930 e 1940. No entanto, Volpi adquiriu uma trajetória própria ao longo de sua carreira. Notabilizou-se por seus trabalhos inspirados nas fachadas de casas, imagens sacras e sobretudo, nas bandeirinhas exibidas em festividades populares tradicionais, como as Festas Juninas. A síntese formal dessas cenas deu grande notoriedade aos seus trabalhos a partir da década de 1960. 

Na imagem acima, temos "Bandeirinhas estruturadas com mastro", do final dos anos de 1960 e que se encontra exposta na mostra Volpi Popular, em cartaz no MASP (Museu de Arte de São Paulo) até o dia 31 de julho de 2022...

Crédito da imagem: acervo do autor