O História Mundi é um blog voltado para a divulgação de temas e assuntos relacionados ao conhecimento histórico atuando também como um facilitador da leitura e da pesquisa dentro das ciências humanas.
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quarta-feira, 29 de setembro de 2021
Drops de Arte: Camille Pissarro
quarta-feira, 8 de setembro de 2021
Osvaldo Higa lança seu mais novo livro
Escritor, jornalista, historiador, militante do movimento estudantil e das boas causas sociais, Osvaldo Higa estará lançando amanhã (dia 9.09) o seu livro "Sujeito Oculto". Trata-se de um romance que trata das angústias e anseios do personagem Diógenes, um jornalista de sucesso que parte em busca do sentido da vida.
O lançamento será virtual via Facebook. Este que vos escreve tem o imenso prazer de convidar a todos para o envento, que terá um bate papo com o autor e o editor.
terça-feira, 18 de maio de 2021
Covid-19 persiste
Está mais do que provado que as medidas de distanciamento social e lockdown ajudaram a diminuir os casos de covid-19 e as taxas elevadas de mortalidade, inclusive aqui no Brasil. A cidade de Araraquara, no interior de São Paulo, é o melhor exemplo entre praticamente todas as cidades brasileiras. Contudo, ainda nos encontramos num patamar elevado em termos de casos e mortes. Seria este o momento oportuno para intensificar a vacinação, exatamente como está sendo feito nos Estados Unidos, onde as autoridades estão se dando ao luxo de dispensar o uso das máscaras, uma medida considerada ainda prematura pelos especialistas. Porém, aqui está ocorrendo o contrário. Em vários lugares a vacinação parou por falta de doses. No Instituto Butantan e na Fiocruz, que fabricam as vacinas, faltam os insumos para a produção das mesmas, que são provenientes da China. Veja bem caro leitor (a), isso ocorre exatamente no momento em que a vacinação atingiria o grosso da nossa população, abaixo dos 60 anos. Nossa autoridade maior, que comanda (ou deveria comandar) a república, deu declarações desastrosas em relação à República Popular da China, acusando-a indiretamente de ser a causadora da pandemia, sem qualquer prova ou evidência para sustentar tal posicionamento. Autoridades diplomáticas confirmam que o atraso no envio do insumo é uma resposta branda e diplomática a tais afirmações, para que as mesmas não passassem em branco e para manifestar o descontentamento das autoridades chinesas. Se não bastasse isso, o governo brasileiro, por intermédio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) ainda fez pouco caso da vacina russa, que já está em sua quarta versão, a Sputnik Light, produzida especialmente para ser exportada aos países que registram índices elevados de mortes (além do Brasil, agora também a Índia) e a mais barata disponível no mercado. E com isso o Brasil segue se arrastando e torcendo muito, mas muito mesmo, para que não venha uma nova onda ou variante mais letal desse vírus. Portanto, nem pensar em descartar as máscaras e manter o distanciamento social da melhor forma possível...
Crédito da imagem:
Jonas_Arte: https://www.facebook.com/jonasartesvisuais
segunda-feira, 3 de maio de 2021
Autorretrato na Pandemia
Caro leitor (a) do blog História Mundi, este que vos escreve tem entre as suas atividades paralelas o desenho e a pintura. As mesmas foram sendo aprendidas a partir da formação iniciada no distante ano de 1975, com o reconhecido artista plástico e querido amigo Martins de Porangaba. Desde essa época procuro, sempre que possível, exercitar as minhas mãos, sobretudo no desenho, para não perder a essência e o alicerce das belas artes. Os percalços da vida nem sempre permitiram que eu desenvolvesse um trabalho continuo, mas sempre que posso frequento as sessões de modelo vivo, inicialmente no Museu Lasar Segall, na Pinacoteca do Estado e nos últimos anos na Associação Paulista de Belas Artes (APBA). Pouco antes da pandemia, tinha começado a participar também das sessões de desenho de figura humana no Centro Cultural São Paulo. Até consegui ganhar alguns prêmios em salões de arte participando de exposições coletivas e mesmo de uma mostra com desenhos de modelo vivo na Pinacoteca do Estado em 1990.
Pois bem, há alguns meses o jornalista, radialista, escritor e crítico de arte Oscar D'Ambrosio tem proposto nas redes sociais uma série de temas relevantes, para que os artistas desenvolvam trabalhos associados a esses mesmos assuntos. Atendendo a solicitação do prestigioso jornalista e escritor, resolvi enviar-lhe um trabalho em torno da questão: "O Que Aprendemos com a Pandemia". Trata-se de um autorretrato que eu mesmo intitulei de "Autorretrato na Pandemia" e que aparece na imagem acima, na abertura desta postagem. Se não bastasse ter o meu trabalho publicado, Oscar D'Ambrosio escreveu um simpático texto sobre a obra, o qual reproduzo aqui:
"Autorretrato na Pandemia", desenho de José Jonas Almeida, nos faz lembrar da importância do desenho como forma de manifestação visual. Trata-se de uma espécie de impressão digital do artista pela qual ele apresenta e representa a sua concepção de mundo. Nesse aspecto, a imagem da esquerda traz todo um exercício com a linha, que funciona como um percurso da existência. A da direita já se vale da cor como elemento para multiplicar os recursos expressivos. Nos dois autorretratos, que se relacionam como uma só imagem, surge a potência do desenho como uma forma de expressar um sentimento de estar no mundo, com todas as suas possibilidades. José Jonas Almeida se apresenta com máscara, retratando um momento histórico que vem deixando e deixará marcas em todos das mais diversas maneiras, tanto no aspecto de saúde física, como, o que não pode ser negligenciado, no da saúde mental.
Para os interessados em conhecer o projeto de Oscar D'Ambrosio e ver também os demais trabalhos apresentados por outros grandes artistas, deixo aqui o link de sua página:
https://oscardambrosio.com.br/
domingo, 4 de abril de 2021
quinta-feira, 1 de abril de 2021
Anúncio Antigo 78: Edith Piaf
A mais conhecida cantora da França, Édith Piaf (e não Piá, por favor) veio nos presentear com o seu talento aqui em São Paulo, como nos mostra o Anúncio Antigo acima do dia 5 de junho de 1957, publicado no jornal O Estado de S. Paulo. Nascida em 1915 em uma família de artistas, a cantora teve uma vida conturbada e trágica. Abandonada pela mãe, acabou sendo criada pela avó paterna, que era proprietária de um bordel. Entre os 3 e os 7 anos foi acometida de uma cegueira temporária. Adolescente, ficou grávida e perdeu a filha com apenas 2 anos de idade, vitima de meningite. Para sobreviver passou a cantar nas ruas de Paris e acabou descoberta por um dono de cabaré, Louis Leplée, que viu na jovem um grande talento e uma bela voz. O seu nome artístico surgiu nessa época, ao ficar conhecida como "la Môme Piaf" ou "pequeno pardal". Édith Giovanna Gassion passou então a ser chamada de Édith Piaf. A fama definitiva veio após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) quando ela passou a excursionar pelo mundo. Em 1948 conheceu o grande amor de sua vida, o boxeador Marcel Cerdan, que era casado. Infelizmente, este veio a falecer em 1949, num acidente aéreo, exatamente quando viajava para Nova Iorque para se encontrar com Piaf. Dois anos depois, Piaf retomou as suas viagens, mas uma série de acidentes automobilísticos debilitaram a sua saúde e a colocaram sob a dependência da morfina. O seu prestígio e o talento vocal, no entanto, permaneceram inabalados.
Em 1957 esteve no Brasil para algumas apresentações em São Paulo e no Rio de Janeiro. Tornou-se amiga da cantora Marlene, uma das Rainhas do Rádio da época, a quem conheceu ao se apresentar no Hotel Copacabana Palace na antiga Capital Federal (na foto acima, Piaf e Marlene). Édith Piaf levou a brasileira para cantar na França em uma série de shows, inclusive no famoso Olympia de Paris.
Em São Paulo, a convite do empresário e proprietário da TV Paulista (depois TV Globo), Victor Costa, Piaf apresentou-se no Teatro de Cultura Artística no centro da capital paulista, onde conheceu a também cantora e apresentadora Hebe Camargo (na foto acima, Piaf e Hebe no interior do Teatro de Cultura Artística em 1957).
Várias canções ficaram conhecidas pela voz de Édith Piaf, as quais ao ter o título pronunciado remetem de forma imediata à famosa cantora, como "La vie en rose", "Hymne à l'amour" e "Non, je ne regrette rien" cuja tradução literal é "Eu não me arrependo".
Édith Piaf faleceu ainda jovem, em 11 de outubro de 1963, com apenas 47 anos, muito debilitada fisicamente pela dependência da morfina e também do álcool. Milhares de pessoas prestaram homenagem à artista em seu funeral na cidade de Paris, onde foi descoberta e onde também iniciou a sua carreira. A simples menção ao seu nome (de forma correta, é claro) é o mesmo que designar o seu país, tal a sua importância para a cultura francesa...
Crédito das imagens:
Piaf e Marlene: Acervo do jornal O Globo
Piaf e Hebe Camargo:
https://twitter.com/juliapitaluga/status/1300228198626660353







